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A fundação da Escola Fluminense de Engenharia (EFE) foi formalizada através da Lei 1.741 de 31 de outubro de 1952, publicada em Diário Oficial de 5 de novembro daquele ano1. Nascia com o apoio do governador e de engenheiros de renome2, tendo por finalidade a formação científica e técnica de profissionais dos diversos ramos de Engenharia. A preocupação com a garantia de um corpo docente qualificado e com uma estrutura curricular adequada, flexível e ágil, marcaria a escola desde o seu início. Sua autonomia didática, caracterizada por cursos em quatro anos, realizados em oito períodos, com matrículas por disciplinas, chamaram a atenção. Foi a primeira escola no Brasil a adotar essa trajetória, que dispunha de outras especificidades, tais como a inexistência de seriação rígida, direção colegiada, participação discente nos órgãos dirigentes, além do entrosamento entre as cadeiras e as disciplinas. Destacamos que essa mesma lei previa a instalação progressiva de cursos de formação, aperfeiçoamento, extensão e doutorado, representando uma novidade no modelo educacional3.

O objetivo era ir além com um modelo inovador que sobrepujasse iniciativas como a da Escola Nacional de Engenharia, concorrendo nessa área para o desenvolvimento não só de nosso estado, mas também do Brasil4. Os primeiros cursos da EFE formaram estudantes em Engenharia Civil, geógrafos, eletricistas industriais e metalúrgicos. Os professores provinham da Escola Nacional de Engenharia, da Light, do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-RJ), Companhia Telefônica Brasileira (CTB), Instituto Nacional de Tecnologia, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Companhia de Águas e Esgotos (Caes)5.

O curso de Engenharia Civil começou em 1952, e em 1955 iniciava a formação em Engenharia Elétrica. Logo, inauguravam-se os cursos de Engenharia Mecânica e as bases para a futura pós-graduação. Como exemplo, citamos o vestibular de 1953 que contou com 206 candidatos, dos quais 34 foram aprovados, com 21 diplomados em 19576.

O processo de conquista de uma sede definitiva começou a ser enfrentado, tanto por professores quanto pelos estudantes da referida escola, ainda no início de suas atividades, situação resolvida em 1956, onde a participação estudantil foi fundamental. Os estudantes fizeram protesto com greve e uma passeata que cruzou a cidade, chegando ao Palácio do Ingá. Diante do ocorrido, o governador Miguel Couto Filho cedeu e desta forma a EFE conseguiu a sua sede7.

No ano seguinte, o governo federal finalmente reconheceu a Escola Fluminense de Engenharia (EFE), através do decreto 42.517 de 26 de outubro de 1957. Após essas duas grandes vitórias, os estudantes da EFE viajaram para diversos lugares do país8, a fim de realizarem visitas ao Instituto Eletrotécnico de Engenharia de Itajubá, em Minas Gerais, e às escolas de Engenharia do Espírito Santo e de Pernambuco, o que demonstra que a demanda por engenheiros no Brasil já era uma realidade e que os cursos se espalhavam pelo território brasileiro. Viajaram também para participarem de competições esportivas e atividades sociais em São Paulo e para o sul do Brasil, a exemplo das competições realizadas em Niterói, nas categorias vôlei, basquete, tênis e xadrez9. O Diretório Acadêmico Octávio Catanhede sempre foi ativo, promovendo diversas atividades socioculturais desde 1954, dentre elas, a Semana do Calouro, informativos, seminários, palestras e debates, festas, bailes, a famosa festa da Betoneira, pré-vestibular popular e até um laboratório de fotografias10.

No final do ano de 1959, já consolidada e reconhecida por seus cursos, a direção da EFE buscou incrementar os seus cursos voltados para formar engenheiros para o setor industrial. A gestão da época convidou entidades de classe, escolas, firmas especializadas para colaborar na implantação de seus novos cursos. Deste modo, foram criados os cursos de Engenharia Industrial Mecânica e Metalúrgica em Volta Redonda para atender não só à demanda existente como para empreender o desenvolvimento do parque industrial do Estado do Rio de Janeiro. Não menos importante, foram os cursos intensivos e de especialização oferecidos para dirigentes de empresas, organizados pelo Grupo de Estudos de Produtividade Industrial (Gepi), que discutiam os novos métodos de organização e gerência11.

Leia o texto na íntegra aqui

 


 

Notas

1 Octávio Catanhede foi o principal articulador da EFE. Ele nasceu em 30 de abril de 1913, no Rio de Janeiro. Formou-se em Engenharia Geográfica em 1932 pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro e em 1935 em Engenharia Civil. Atuou logo que se formou, na Divisão Técnica da Companhia Estrada de Ferro Central do Brasil, onde completou o curso de Topografia. No início dos anos 1940 ingressou como o mais jovem professor catedrático de Topografia da Escola Politécnica e lá lecionou até 1973. Em 1945 foi nomeado diretor da Escola Politécnica, atuando por três anos. A partir de 1951, foi um dos organizadores da Escola Fluminense de Engenharia, onde foi diretor e um dos principais componentes para o crescimento da escola. Foi professor também em diversas universidades de Engenharia do Brasil. Faleceu em 1º de dezembro de 2004. (Cf. MUSEU DE ASTRONOMIA E CIÊNCIAS AFINS. Octávio Catanhede. Disponível em: <http://www.mast.br/apresentacao_octavio_cantanhede.html>;. Acesso em: 12 ago. 2013;BARROS, Evandro Vieira de. Escola de Engenharia da UFF: meio século de história (1952-2002). Niterói: EdUFF, 2002. p. 13)
3 BARROS, 2002, p. 15.
4 BARROS, 2002, p. 13.
5 BARROS, 2002, p. 15.
6 BARROS, 2002, p. 15.
7 BARROS, 2002, p. 27.
8 BARROS, 2002, p.17.
9 CATANHEDE, Octávio. A Escola de Engenharia: sua criação e sua obra (1952-2002), Niterói: EdUFF, 2002. p. 65-68.
10 BARROS, 2002, p.17.
11 CATANHEDE, 2002, p. 60-61.

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