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A federalização da Faculdade de Ciências Econômicas de Niterói e sua integração à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uferj)

A Uferj foi criada em 18 de dezembro de 1960 através da lei federal 3.848. Uma das unidades agregadas à recém-criada universidade foi a Faculdade de Ciências Econômicas de Niterói. Um ano depois, através da lei 3.958 de 1961, a faculdade foi federalizada. Com o processo de agregação e incorporação de unidades de ensino em torno da Uferj, o corpo docente e discente da Faculdade de Economia ganhou novos alentos. Esse processo foi acompanhado de mudanças no currículo da faculdade. Segundo informa o Prof. Ralf Zercovski, essas mudanças começaram em 1963, quando a disciplina “Contabilidade Social” substituiu a disciplina “Contribuição e Renda”, e a disciplina “Política de Relação Econômica” substituiu “A Evolução da Conjuntura Econômica”.

Naquele momento, ressalta o professor, o curso era serial, em quatro anos, exigindo a aprovação em todas as cadeiras pelo estudante1. Outra novidade foi a aquisição de uma nova sede. O Prof. Ralf relembrou que as aulas do primeiro semestre de 1963 ainda ocorreram no Liceu, mas que a transferência para a atual sede deu-se no segundo semestre daquele ano. Citou que as instalações da nova sede eram modestas e frequentadas por turmas anuais, cada uma composta por cerca de 50 estudantes que cursavam a faculdade apenas no período noturno. O professor relata que a modalidade de ingresso de docentes por concurso já se tornara uma tradição no ano de 1963, época de seu ingresso, assim como do Prof. Jaime Fux, ao corpo docente da instituição2. Sobre esse contexto, vivido pelos docentes e discentes, no inicio da década de 1960, a professora Hildete Pereira relata que:

[...] Em 1963 a administração superior da recém criada universidade, através do Reitor Deoclécio Dantas, efetuou a compra de um casarão situado na Rua Tiradentes 17, no bairro do Ingá e transferiu a Faculdade de Economia. Neste endereço funciona até os dias atuais a instituição. Esta operação foi realizada pelo empenho do funcionário da Faculdade Moacyr de Carvalho Gama, secretário e dedicado servidor deste estabelecimento ao longo de todos estes anos. O casarão era uma chácara, construído no final do século XIX, onde tinha funcionado o internato feminino do antigo Colégio Bittencourt Silva. Naquele ano, o casarão havia sido colocado à venda pelo seu proprietário, um comerciante do Rio de Janeiro, antigo proprietário do famoso “Bar Luis”, que pedia a quantia de Cr$ 50.000,00 pela casa e terreno, mas acabou aceitando a oferta da Universidade de Cr$ 25.000,00, transação paga no ato de assinatura da escritura, isto é, à vista3.

 

 

 

 

 

 

 

Segundo o que relaciona Adriana Gomes4, de 1942 até 1965, a Faculdade de Economia era composta por uma diretoria, diretor e vice-diretor, uma congregação composta por todos os professores, um Conselho Técnico-Administrativo, composto pelo diretor e pelos chefes de departamentos de Estudos Financeiros, Sociais, e Econômicos e uma secretária. Em 1965, o Conselho Técnico-Administrativo passou a ser denominado Conselho Departamental e recebeu a inclusão de um representante discente. Este foi modificado com a Reforma Universitária e a criação dos centros de ensino, a partir de 1968.Outros acontecimentos importantes marcaram a história da Faculdade de Economia na década de 1960. Segundo lembrou o Prof. Ralf Zercovski na entrevista já citada, “o crescimento do movimento estudantil nessa unidade é algo notável”, revelando que, no início dos anos 1960, “a faculdade era completamente despolitizada e que seu corpo discente possuía idade avançada”5. Afirma que esse perfil mudou completamente em pouco mais de três anos, quando seu corpo discente tornou-se mais combativo, contando inclusive com a presença de estudantes ligados aos movimentos de esquerda existentes no país. A luta em favor da incorporação dos excedentes no vestibular foi um marco desse período, quando em 1967, foi aberta a turma diurna do curso, com 180 alunos aprovados com notas elevadas, mas somente estavam disponibilizadas 60 vagas. Os estudantes do curso de Economia de Niterói lutaram pela ampliação de vagas e acamparam no pátio da faculdade, pressionando o governo Costa e Silva a aceitar a abertura de nova turma, garantindo direito de estudo aos excedentes6. Nesse mesmo ano, estudantes e professores lutariam em conjunto pela renovação dos quadros docentes da Faculdade de Economia. A Profa. Hildete Mello esclarece alguns pontos sobre esse processo:

Ainda no ano de 1967, o corpo discente da Faculdade, ressentido pela falta de renovação do quadro de professores, promoveu uma campanha pela abertura de concurso público para a Faculdade. Vitoriosa a proposta estudantil, no mesmo ano de 1967 foi efetuado o primeiro concurso público da recém criada universidade7.

 

 

 

 

Observamos que esse período foi de grande importância para a Faculdade de Economia da UFF, também no que se refere às mudanças na estrutura de seu currículo e entrada de novos docentes. A então denominada Faculdade de Economia, em 1966, adotou o sistema de créditos e a entrada semestral de alunos8. Em 1968, os estudantes lutariam novamente em prol de demandas importantes, dessa vez pela melhoria no ensino de economia no Brasil, discutindo o currículo e as ementas do curso. Esse processo que resultou na transferência de alguns professores para a Faculdade de Direito e para os cursos de Contabilidade e Administração. Também registramos evidências da participação dos estudantes assim como dos professores nas discussões políticas e nas ações contra a ditadura militar.

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Notas

1 I parte da entrevista do professor Ralf Zercovski, concedida à professora Hildete Pereira de Mello e à professora Lérida Povoreli para o Projeto Memória da Faculdade de Economia da UFF, série Depoimentos. Gravação, edição e direção de vídeo: Fernando de Andrade Perez. Disponível em: <http://youtu.be/FodJKijZ8CQ-.html>. Acesso em: jul./ set. 2012..
2 I parte da entrevista do professor Ralf Zercovski, concedida à professora Hildete Pereira de Mello e à professora Lérida Povoreli para o Projeto Memória da Faculdade de Economia da UFF, série Depoimentos. Gravação, edição e direção de vídeo: Fernando de Andrade Perez. Disponível em: <http://youtu.be/FodJKijZ8CQ-.html>. Acesso em: jul./set. 2012.
3 A autora afirma que essas informações foram extraídas de entrevista com o funcionário Moacyr de Carvalho Gama em 20 dez. 2012. (MELO, 2004, p. 9).
4 I parte da entrevista do professor Ralf Zercovski, concedida às professoras Hildete Pereira de Mello e Lérida Povoreli. Projeto Memória da Faculdade de Economia da UFF. Gravação, edição e direção de vídeo: Fernando de Andrade Perez, 2002, série Depoimentos. Disponível em: <http://youtu.be/FodJKijZ8CQ-.html>. Acesso em: jul./ set. 2012.
5 II parte da entrevista do professor Ralf Zercovski, concedida à professora Hildete Pereira de Mello e à professora Lérida Povoreli para o Projeto Memória da Faculdade de Economia da UFF, série Depoimentos. Gravação, edição e direção de vídeo: Fernando de Andrade Perez. Disponível em: <http://youtu.be/FodJKijZ8CQ-.html>. Acesso em: jul./set. 2012.
6 MELO, 2004, p. 11.
7 MELO, 2004, p. 11.
8 RODRIGUES, 2000, p. 36.

 

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